Fiscalização é serviço essencial, não crime: Sindefesa-PR repudia ataques e difamação contra servidores da Adapar

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Fiscalização é serviço essencial, não crime: Sindefesa-PR repudia ataques e difamação contra servidores da Adapar

Ação conjunta em Planalto apreende produtos irregulares, mas fiscais são alvo de acusações falsas nas redes sociais. Sindicato alerta para o crime de calúnia e defende a honra da categoria.

09/07/2026

Em mais um exemplo do trabalho diário e essencial, após a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreender uma carga irregular de queijos e contactar a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) uma operação conjunta entre servidores da Adapar, a Vigilância Sanitária e a PRF resultou na apreensão de produtos irregulares no município de Planalto. A ação, que visa proteger a saúde da população e a segurança do agronegócio, foi, no entanto, manchada por uma série de comentários difamatórios nas redes sociais contra os fiscais envolvidos.

Veja a reportagem a reportagem que relata a ação: Fiscalização apreende carga de queijo sem inspeção - Jornal Beltrão

O que deveria ser um ato de proteção à coletividade transformou-se em palco para ataques à integridade dos profissionais. Servidores da Adapar foram injustamente acusados de se apropriarem dos produtos apreendidos, uma alegação gravíssima e completamente infundada. A situação gerou grande apreensão entre os colegas e levou o Sindicato dos Servidores de Defesa Agropecuária do Paraná (Sindefesa-PR) a se manifestar com veemência.

Veja alguns dos comentários à  divulgação da reportagem:

Essas reações e manifestações são um absurdo! Nossos servidores estão diariamente na linha de frente, garantindo que produtos de origem animal e vegetal cheguem com qualidade à mesa do paranaense, e são tratados como bandidos por exercerem seu dever legal. Não podemos aceitar esse tipo de assassinato de reputação que frequentemente colocam sobre nossos fiscais.

A preocupação do Sindefesa-PR não se limita apenas ao caso isolado, mas se estende ao padrão de desinformação que criminaliza a atividade fiscalizatória. A entidade ressalta que a apreensão de produtos é um procedimento padrão, previsto em lei, e que o destino da mercadoria é rigorosamente controlado, sendo geralmente destinado à destruição ou doação, quando próprio para o consumo, seguindo trâmites legais.

Diante da gravidade das acusações, o Sindefesa-PR emitiu um alerta importante: acusar os fiscais de se apropriarem dos produtos apreendidos configura o crime de calúnia, conforme previsto no Código Penal Brasileiro (Art. 139 e 141). A entidade orienta que qualquer cidadão que se sinta prejudicado por uma ação fiscalizatória deve recorrer aos canais oficiais, e não propagar informações falsas que ferem a honra e a imagem dos servidores públicos.

Os riscos ocultos do queijo sem fiscalização

A apreensão realizada em Planalto não é um ato arbitrário. Ela tem como objetivo evitar que produtos sem controle sanitário cheguem à mesa dos consumidores. Queijos fabricados sem inspeção oficial podem transmitir doenças graves como brucelose, tuberculose bovina, listeriose e salmonelose . Crianças, idosos, gestantes e pessoas imunossuprimidas estão entre os grupos mais vulneráveis a essas enfermidades .

Sem o selo de inspeção, não há garantia sobre a origem do leite, a saúde do rebanho, as condições de higiene na fabricação nem o armazenamento adequado . O controle sanitário envolve toda a cadeia produtiva — desde a sanidade dos animais até o transporte e a comercialização . A ausência desse controle coloca em risco não apenas quem consome o produto, mas também a saúde pública como um todo, com impactos no sistema de saúde e na confiança dos consumidores.

Além disso, durante a ação, constatou-se que os produtos eram transportados sem refrigeração. Em alimentos de alta umidade, essa condição favorece a proliferação bacteriana e a produção de toxinas que causam toxinfecções alimentares. Agrava-se o quadro pelo fato de essas toxinas serem termorresistentes — ou seja, mesmo que o produto fosse submetido a processos térmicos posteriormente, ainda assim não se tornaria seguro para o consumo.

Um trabalho de todos

A atuação da Adapar é vital para a economia e a saúde pública do Paraná. O estado é um dos maiores produtores agropecuários do país, e a fiscalização sanitária é a barreira que impede a circulação de doenças e produtos que colocam em risco a população

A campanha de conscientização proposta pelo Sindefesa-PR visa esclarecer a população sobre a importância do serviço de defesa agropecuária e combater a narrativa de que o fiscal é o "inimigo". A ideia é mostrar que o trabalho do fiscal é, antes de tudo, um ato de defesa do consumidor e da produção paranaense. "A população precisa entender que a fiscalização não é um capricho, mas uma necessidade. Quando um fiscal apreende um produto irregular, ele está protegendo a saúde de todas as famílias", complementa a fonte.

O Sindefesa-PR reafirma seu compromisso com a defesa dos direitos e da honra de seus filiados, repudiando qualquer tentativa de difamação e reforçando a importância de uma atuação consciente e respeitosa por parte da sociedade.

Sindefesa-PR

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